O tabaco na história

Originário dos Andes Bolivianos, o tabaco está presente na sociedade há pelo menos seis séculos

 

O uso do tabaco está presente na história da sociedade pelo menos desde o século XV, tendo sido, ao longo do tempo, consumido de diferentes formas. Acredita-se que o tabaco seja uma planta originária dos Andes Bolivianos, onde já era utilizado por tribos indígenas.

Foi justamente por meio das migrações indígenas que a planta chegou ao Brasil. O tabaco tinha caráter sagrado e era utilizado em rituais ou para fins medicinais. Seu uso se dava de diferentes formas: comiam, bebiam, mascavam e aspiravam, mas a principal delas era o fumo.

Os europeus tiveram contato com a planta pela primeira vez em 1492, quando Cristóvão Colombo chegou à América. Segundo historiadores, em novembro daquele ano, os europeus conheceram o hábito indígena de fumar.

No entanto, foram necessárias quase quatro décadas para que a planta chegasse à Europa. Em 1530, o tabaco passou a ser cultivado pela família real portuguesa, inicialmente, com finalidades medicinais.

Foi desta forma que a planta chegou à França, em 1560. O então embaixador francês em Portugal, Jean Nicot, enviou tabaco à rainha Catherina de Medicis para tratamento de sua enxaqueca. Ela teria dado início ao hábito de fumar, que foi rapidamente difundido entre a nobreza francesa e, posteriormente, entre os demais países da Europa.

Neste mesmo período, os colonos portugueses iniciaram o cultivo do tabaco em lavouras no Brasil para consumo próprio. O excedente passou a ser comercializado com a Europa. Inicialmente, a produção se concentrava no Recôncavo Baiano, de Salvador (BA) a Recife (PE).

Durante o século XVII, o tabaco passou a ser um dos principais produtos de exportação do Império Português. As lavouras, no entanto, se expandiram rapidamente somente após a Proclamação da Independência, em 1822.

A Souza Cruz começou a fazer parte da história do tabaco em 1903, quando o jovem imigrante português Albino Souza Cruz colocou em funcionamento, no Rio de Janeiro, a primeira máquina do Brasil a produzir cigarros já enrolados em papel.

O sucesso do produto nas tabacarias da então capital federal foi rápido e obrigou Albino a expandir a produção. Em 1910, a Souza Cruz comprou a imponente Imperial Fábrica de Rapé Paulo Cordeiro, na Rua Conde de Bonfim, nas matas da Tijuca, e instalou a sua primeira fábrica.

Mas eram necessários mais recursos e aporte de tecnologia para que a empresa pudesse acelerar seu ritmo de crescimento. E, para atingir estes objetivos, em 1914, Albino Souza Cruz transformou a companhia em uma sociedade anônima, passando o controle acionário ao grupo British American Tobacco.

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