Tabaco

Maior exportadora do Brasil, Souza Cruz produz um dos melhores tabacos do mundo

O tabaco produzido pela Souza Cruz é reconhecidamente um dos melhores do mundo, especialmente o do tipo Virgínia. Sua produção se destina tanto para atender a demanda própria para a fabricação de cigarros, quanto para exportação.

Em 2015, a companhia comercializou 108 mil toneladas de tabaco para mais de 40 países, o que representa 25% das transações internacionais do setor. A maior parte deste volume é destinada às empresas da própria BAT – a Souza Cruz é a principal fornecedora de tabaco do grupo em todo o mundo.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de tabaco. O faturamento total do setor é um pouco maior do que 25 bilhões de reais. De acordo com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a produção nacional registrada na safra 2014/15 foi de 682 mil toneladas. O tabaco é cultivado em 321.520 mil hectares do território nacional e gera renda para cerca de 615 mil pessoas. O sul do país é responsável por 98% da produção, sendo o principal complexo agroindustrial de tabaco do Brasil com 619 municípios.

Para atender as demandas internas e externas, a companhia produz diversos tipos de tabaco. Apesar das especificidades de cada variedade, o cultivo é feito basicamente da mesma forma. A tradição da agricultura familiar no plantio do tabaco dá à produção um trato artesanal, o que lhe garante qualidade superior.

Etapas da produção

Por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), a Souza Cruz viabiliza ao produtor o acesso a todos os insumos e sementes necessários para a safra. A primeira etapa é a produção das mudas, feita na própria propriedade. Em seguida, elas são transplantadas uma a uma para a área de cultivo.

O produtor acompanha o processo de desenvolvimento das plantas até a colheita, que não necessariamente é feita de uma só vez. As folhas podem amadurecer em ritmos distintos, de acordo, por exemplo, com a exposição de cada uma à luz solar.

Após a colheita, as folhas passam pelo processo de cura, que pode ser feito de duas formas. O tabaco Virgínia, mais comum nas lavouras brasileiras, passa de quatro a cinco dias em uma estufa, com temperatura e umidade controladas. Os demais tipos  são mantidos em suspensão por cerca de 40 dias, expostos a condições naturais, até atingirem o ponto desejado.

A última etapa na propriedade é a classificação das folhas. Elas são divididas e agrupadas de acordo com a semelhança de características. O valor de cada tipo será definido no processo de compra do tabaco, assim que a produção for entregue à Souza Cruz nas suas usinas de processamento.

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